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Teoria política positivista: pensando com Augusto Comte

A influência exercida pelo “Positivismo” no Brasil foi enorme. Basta pensar na referência ao lema da bandeira nacional, o “Ordem e Progresso”. Mas qual positivismo influenciou os intelectuais brasileiros a ponto de o lema “positivista” estar inscrito no pavilhão nacional? Se a origem do Positivismo é atribuída ao francês Augusto Comte, a relação que se estabelece entre a filosofia do francês e as várias correntes denominadas de positivismo baseia-se em diversas possibilidades. O problema é que não se pode falar apenas de continuidades entre a filosofia positivista de Comte e as tradições subsequentes da filosofia positivista. Há importantes rupturas, descontinuidades, que são oportunamente investigadas nesse livro por Gustavo Biscaia.

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" A palavra 'positivismo' tem um significado negativo, associado a reação política a burguesia, liderada por Lênin, e a razão instrumental que desumaniza, da Escola de Frankfurt. No Brasil, afirma-se que o positivismo esteve na raiz do regime militar de 1964. Mas a palavra 'positivismo' também já possuiu o seu significado positivo. "

Este livro reúne seis artigos escritos por Gustavo Biscaia de Lacerda ao longo dos últimos vários anos a respeito da teoria política positivista, o que naturalmente equivale a dizer “teoria política de Augusto Comte”. Esses artigos em alguns casos têm um caráter mais polêmico e em outros um aspecto mais sóbrio (por assim dizer mais “acadêmico”); em todo caso, o princípio que os orienta é a preocupação com a letra e o espírito da obra de Augusto Comte, percebida em sua integridade.

Na verdade, ainda que o termo “naturalmente” é lançado ao se referir à obra de Augusto Comte e a esfera da teoria política positivista, o autor também nota que não é tão “naturalmente” que se faz tal associação. A despeito de Augusto Comte ter criado a palavra “positivismo” para referir-se explicitamente ao seu próprio sistema filosófico, político e religioso, os hábitos acadêmicos ampliaram significativamente o sentido da palavra; essa ampliação foi tão grande e tão ampla que ocorreu o vício teórico que o cientista político ítalo-estadunidense Giovanni Sartori chamou de “conceptual stretching“, ou “estiramento conceitual”, em que se amplia cada vez mais o conceito até que o resultado final não corresponda mais, ou corresponda de maneira muito imperfeita e inadequada, ao sentido original. Isso se pode perceber pelo fato – simples em si, mas pleno de conseqüências – de que com freqüência as palavras “positivismo” e “positivista” são usadas em sentido negativo (como uma forma de xingamento intelectual) e/ou para descrever práticas, métodos e idéias que, não raro, têm pouco ou nada a ver com as propostas de Comte. Por outro lado, a expressão “toria política” apresenta uma interessante ambigüidade, pois pode referir-se tanto ao que a literatura político-sociológica chama de “teoria política normativa” quanto ao que chama de “teoria políticaempírica“.

Assim, as idéias e propostas comtianas ao mesmo tempo (1) apresentam critérios e definições do que é bom, belo e justo (“Filosofia Política”) e (2) oferecem modelos e parâmetros para o estudo científico da realidade social e moral humana (“Sociologia Política”).

Ano

2013

ISBN

9788561210373 (eBook)

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